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Artesanato e arquitetura tradicional da Normandia

Rouen Praça do Velho Mercado

Cada região da França possui características específicas ligadas as suas tradições seculares. O estilo arquitetônico utilizado nas construções das casas rurais ou urbanas, assim como os artesanatos que se desenvolveram através dos séculos são um testemunho forte dessas tradições.

Estilo arquitetônico da Normandia

Na Normandia, a arquitetura mais tradicional é de estilo enxaimel, em francês: maison à pan de bois, ou casa com vigas de madeira.

A estrutura de madeira é preenchida por adobe (mistura de palha e argila) e as vigas que aparecem nas paredes externas das casas foram belos desenhos.
Esse tipo de construções não é exclusivo da Normandia, foi utilizado desde a idade média em quase todas as regiões francesas, mas na Normandia foi bastante preservado porque não houve as grandes transformações do século XIX e XX ligadas a industrialização.
Por ter ficado uma região majoritariamente agrícola, a Normandia preservou mais suas tradições e podemos admirar muitas casas enxaimel, no centro das cidades (como em Rouen ou Caudebec en Caux), nas fazendas ou nas pequenas casas de camponeses.

Em Honfleur, pequeno porto no canal da Mancha, podemos observar uma característica de casas expostas a maresia: as fachadas são cobertas de ardósias para proteger a madeira da humidade.

 

Porém é importante diferenciar duas regiões da Normandia. Se todo a parte leste e o centro fazem parte do Bassin Parisien, uma bacia sedimentária com subsolos calcários, o oeste da Normandia está sobre o Massif Armoricain, um maciço granítico que se estenda até a extremidade da Bretanha.

Por essa razão as construções do oeste da Normandia, no departamento da Manche, lembram muito mais as construções da Bretanha que do resto da Normandia. As casas são construídas com pedra granítica cinza.
A pequena cidade medieval de Barfleur na ponta do Cotentin ou a cidadela hospitaleira de Villedieu les Poêles são perfeitos exemplos dessa arquitetura.

 

Outro destaque das características de uma região, são os artesanatos que se desenvolveram no passar dos séculos. Felizmente, é possivel até hoje descobrir essas tradições graças aos acervos dos museus locais e graças a alguns ateliês que preservam a tradição.

 

Vamos destacar 3 histórias:

O trabalho do Marfim em Dieppe

Quem imaginaria que Dieppe foi durante 500 anos o dos principais centro de trabalho do Marfim na Europa.
Foi no século XIV, que os primeiros navegadores de Dieppe trouxerem especiarias e marfim da Africa. Até essa data, o marfim vinha do Oriente e seu comercio dependia de Paris. O marfim era tão valorizao na arte decorativa que era chamada de "ouro branco".

A partir do século XVI a até o início do século XX, Dieppe foi o centro de comercio do marfim na Europa com até 300 artesões trabalhando essa matéria nobre para realizar objetos, primeiramente de arte sacra, e depois objetos decorativos e utilitários.

Com a invenção dos materiais sintéticos no século XX e a interdição de comercializar o marfim na França a partir de 2016, esse artesanato foi morrendo e a última artesã de Dieppe está fechando as portas ...
O testemunho dessa idade de ouro está no Castelo de Dieppe transformado em museu onde se pode admirar uma extraordinária coleção de 2000 objetos de marfim. Uma visita imperdível.

 

O trabalho do cobre em Villedieu les Poêles

Essa pequena cidade do oeste da Normandia tem um nome bem engraçado: "Cidade de Deus dos tachos".
O nome Villedieu vem da origem da cidade que foi fundada no início do século XII por cavaleiros da ordem Hospitaleira (mais tarde conhecida como ordem de Malta). A cidade, que fica no caminho para o Mont saint Michel, desenvolveu rapidamente seu comercio e introduzui o artesanato do cobre.

No século XIV a cidade já estava famosa em toda a Europa pela fabricação dos tachos de cobre e a cidade começou a ser chamada Villedieu les Poêles.
No século XIX, os ateliês fecharam com a concorrência das novas ligas metálicas e a industrialização.

Hoje restam somente alguns fabricantes como o Atelier du cuivre que recebe os visitantes e vende produtos de cobra de altíssima qualidade.
A cidade se orientou também para a fundição de sinos. Em 2013 a fundição Cornille Havard produziu os novos sinos de Notre Dame de Paris.

 

A Faiança de Rouen

Essa cerâmica é famosa na França. Tem uma tradicional decoração nos tons de azul.
A fabricação começou no século XVI, quando um mestre ceramista de Cherbourg veio se instalar em Rouen, mas se generalizou no século XVII, graça a um monopólio concedido a cidade de Rouen em 1644 pela regente Ana de Austria, mãe do Luis XIV, para fornecer louça as casas reais.

Com a perda do monopólio em 1720, o artesanato declino durante o século XVIII e hoje só tem dois ateliers em Rouen, mas é possível visitar a coleção de faianças no Museu da Cerâmica de Rouen.

 

Você quer saber um pouco mais sobre a história e as tradições culinárias da Normandia?

Confira os vídeos na conta de Instagram da Biarritz Turismo  https://www.instagram.com/biarritzturismo/  

Bom passeio pela Normandia !

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