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Nantes, cultura e turismo

08 de fevereiro - 2017

Texto de Jean-Philippe Perol, diretor da Atout France em São Paulo.
O Grande Elefante da Ilha © Jean-Dominique Billaud / LVAN

O Grande Elefante da Ilha © Jean-Dominique Billaud / LVAN

Se Jules Verne é hoje conhecido internacionalmente pelas suas “Viagens extraordinários”, 62 livros de aventura que levaram seus leitores no mundo inteiro (inclusive no Brasil com “A Jangada”), poucas pessoas sabem que ele era nascido e criado em Nantes. Foi talvez lembrando disso que nos anos 80, depois do fechamento dos estaleiros e frente a então decadência econômica da região, um diretor artístico e um politico apostaram na arte, na cultura, no turismo, e acima de tudo nas viagens para um novo desenvolvimento da cidade. E o sucesso apareceu, a altura dos investimentos realizados, com quase 3 milhões de pernoites em 2016, um crescimento constante desde 2010 e perspectivas muito favoráveis para 2017.
O Voyage à Nantes espalhando arte na cidade e no Rio Loire

O Voyage à Nantes espalhando arte na cidade e nas beiras do Rio Loire

  O “Voyage à Nantes” é hoje não somente o nome de fantasia da autarquia encarregada da promoção de Nantes e do seu extraordinário percurso cultural, mas também o nome do festival que acontece todos os anos durante o verão. Programados esse ano do dia de 1ero de julho ao dia 27 de agosto, os eventos seguem uma linha verde que caminha pelas ruas, pelas praças e pelos cais da cidade, parando nos lugares mais interessantes de ponto de vista cultural ou gastronômico. Os itinerários brilham pela criatividade, podendo incluir tanto as antigas fabricas dos saudosos biscoitos “Petit LU”, o museu do castelo dos Duques de Bretanha, ou a surpreendente parada “bistronômica” do restaurante Les chants d’Avril de Christophe e Véronique François.
Arte no Rio Loire, a cobra de Huang Yong Ping

Arte no Rio Loire, a serpente de Huang Yong Ping

  Criado em 2007, “L’estuaire” ( O Estuário)  é o outro grande percurso artístico do “Voyage à Nantes”. Nas beiras do Rio Loire, ele junta, numa grande Bienal ao ar livre, 14 obras de arte contemporâneo  espalhadas entre as cidades de Nantes e de Saint-Nazaire. O percurso pode ser feito o ano inteiro, seja de bicicleta, de barco, de carro ou até de ônibus, seja em grupo organizado ou em liberdade (nesse caso é recomendado baixar o aplicativo Estuarium). Duas obras chamam mais especialmente a atenção dos viajantes, A serpente do Oceano da Huang Yong Ping, frente a base dos submarinos de Saint Nazaire, e A casa no Rio Loire de Jean-Luc Courcoult – sendo a visão dessa obra mais impressionante no por do sol.
Veleiros no porto de Nantes

Veleiros no porto de Nantes

  Na cidade do Jules Verne, a cultura virou um atrativo emblemático que posicionou Nantes como um dos destinos franceses e europeus mais conceituados. Empurrado pelo talento do diretor artístico Jean Blaise e pelo apoio do então prefeito (e agora Ministro das Relações exteriores Jean-Marc Ayrault), o sucesso criou uma dinâmica que transformou a cidade. A valorização do patrimônio e as obras de arte contemporâneo  não somente contribuíram a atrair turistas mas deram também um novo futuro para seus moradores.
Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

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