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Tradição vinícola na Borgonha

25 de janeiro - 2017

Festa de Saint Vincent Tournante em Mercurey

Nos dias 28 e 29 de janeiro acontece a 73ª edição da festa da São Vicente, no vilarejo de Mercurey, no sul da Borgonha (França). A tradição começou com São Vicente, padroeiro dos viticultores, com a poda nas videiras. Já na Idade Média, as procissões para pedir proteção e agradecer ao santo protetor se multiplicaram. Porém, no século XIX a tradição se perdeu.

Para celebrar a amizade e solidariedade entre viticultores, a Confraria de Tastevin decidiu, em 1938, reavivar essa tradição. Assim, a cada último fim de semana de janeiro é celebrada a “Saint Vincent Tournante”, em um dos 90 vilarejos dos vinhedos da Bourgogne, entre Chablis e Macôn.

Este ano, entre 50 mil e 80 mil pessoas participarão das missas, procissão, visitas de cave, degustações de vinho e outras atividades. Um grupo mais seleto fará parte de um jantar festivo: 1.150 felizardos vão degustar o menu elaborado pelo chef Eric Pras, chef étoilé do restaurante Maison Lameloise.

Borgonha é uma das mais antigas regiões vinícolas da França, situada ao sudeste de Paris. Os vinhedos se estendem entre Auxerre, ao Norte, e Macôn, ao sul. A videira, cultivada desde os romanos, ganhou suas letras de nobreza na Idade Média, quando os monges desenvolveram e aprimoraram sua cultura. Hoje, sua aérea de produção é bem menor que a dos vinhos de Bordeaux ou de Champagne, mas beneficia de uma qualidade e diversidade excepcionais.

Nos 29,5 mil hectares de vinhedos existem mais de 80 denominações. Na parte central, entre Dijon e Santenay, os vinhedos são classificados em Denomições Regionais (Côte de Nuits e Côte de Beaune), Vilarejos, Premiers Crus e Grands Crus.

O que mais surpreende é a subdivisão, quase parcela a parcela, em “climat” (parcelas de vinhedos precisamente delimitadas nas encostas de Nuits e de Beaune, a sul de Dijon. Distinguem-se entre si pelas condições naturais específicas que foram moldadas pelo trabalho humano e, pouco a pouco, identificadas com o vinho que produzem). Existem mais de 1000 climats. Essa tradição milenar, sabiamente preservada pelos viticultores e pelo comércio de vinho na Borgonha, foi tombada pela Unesco, em 2015, como patrimônio mundial. Entre os mais famosos climats, podemos lembrar de Romanée Conti, Chambertin, Clos de Vougeot e Montrachet.

Outra particularidade da região é que todos os vinhos são produzidos em monocepagem (utilização de uma única uva). A imensa maioria dos vinhos brancos são elaborados à base de uva chardonnay e os vinhos tintos de uva Pinot Noir.

Vale lembrar que a região da Borgonha não atrai somente turistas nas suas rotas de vinhos. Ela é uma região turística completa, com um patrimônio histórico riquíssimo, uma excepcional gastronomia e uma natureza generosa. Conhecer a Borgonha é passear nos vilarejos medievais; caminhar nos centros históricos de Auxerre, Dijon, Beaune ou Mâcon; visitar os Hospícios de Beaune; o Museu de Belas Artes, no Palácio dos Duques de Borgonha; ou o Museu da Fotografia, em Châlon sur Saône (cidade natal do inventor da Fotografia); fazer uma passeio de barco no Canal da Borgonha; jantar num dos restaurantes estrelados; degustar uma mostarda local ou pedalar nas ciclovias.

Ficou interessado(a) e gostaria de descobrir a Borgonha? Confira roteiros disponíveis para esta magnífica região clicando aqui.

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